Técnicos Administrativos da UFABC rejeitam proposta do governo

Por: Rosângela Dias  (rosangela@abcdmaior.com.br)

Categoria alega que reajuste de 15,8% proposto pelo governo, dividido em três anos, não repõe perdas salariais existentes

Técnicos administrativos realizaram assembleia nesta quarta. Foto: Amanda Perobelli

Os técnicos administrativos da UFABC (Universidade Federal do ABC) rejeitaram nesta quarta-feira (08/08) os 15,8% de reajuste oferecidos pelo Ministério do Planejamento no começo da semana. Essa foi a primeira proposta apresentada pelo governo desde 11 de junho, quando começou a paralisação da categoria. O percentual seria repassado ao longo de três anos, a partir de 2013, mas o mês do pagamento não foi determinado. A estimativa é que o valor traria impacto de R$ 1,7 bilhão na folha de pagamento.

A proposta foi rejeitada por unanimidade durante a assembleia sob a alegação de que o percentual não atende as necessidades da categoria. “O valor de 22,5% de reajuste seria o mínimo para repor as perdas salariais inflacionárias, mas também é necessário reajuste em benefícios como auxílio alimentação e saúde”, destacou Alexsandro Carvalho, coordenador do Sinsifes-ABC (Sindicato dos Servidores das Instituições Federais de Ensino Federal).

A estimativa é que cerca de 90% dos mais de 500 técnicos administrativos da UFABC já aderiram ao movimento. Carvalho explica que alguns funcionários estão trabalhando em esquema de rodizio para cumprir acordo com a universidade e manter serviços essenciais. Como parte dos planos de intensificação da greve serão promovidos apagões setoriais a partir desta quinta-feira (09/08). “Vamos fazer em nível nacional a paralisação por prédio e por setores. Mesmo os locais que estão funcionando vão parar por um dia.”

O encaminhamento da assembleia será repassado para o comando nacional da Fasubra (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras) e somada aos votos de outras instituições. O resultado será transmitido ao Ministério do Planejamento em reunião marcada para a próxima sexta-feira (10/08).

Negociações com os professores estão paradas
Além dos técnicos administrativos, a paralisação do funcionalismo público atinge também professores das instituições federais. As negociações com os professores foram interrompidas na semana passada, depois que o governo anunciou que não fará alterações na última proposta apresentada que previa, entre outros itens, reajuste de 25% a 45% e redução dos níveis de carreira de 17 para 13.

A proposta foi rejeitada por três dos quatro sindicatos que participavam das negociações e o governo afirmou que enviará o projeto para aprovação do Congresso até o final deste mês. Os professores alegam que a reestruturação da carreira não foi contemplada pela proposta. A paralisação em instituições como a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que possui campus em Diadema, começou em 17 de maio e completa 84 dias nesta quinta-feira (09/08). A UFABC aderiu à greve em 5 de junho e, com o apoio dos estudantes, totaliza 66 dias de paralisação nesta quinta-feira.

Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=43398

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